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terça-feira, maio 31, 2005

Sanepar pode desativar poços de Almirante Tamandaré


A Empresa participou, junto com órgãos estaduais e municipais, das discussões sobre o plano diretor para o município.
O aqüífero Karst e as responsabilidades dos órgãos estaduais, da prefeitura e da própria população foram debatidos no workshop promovido pelo Poder Executivo de Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. De acordo com o prefeito Vilson Goinski, a discussão técnica, com debate de alto nível, tem por objetivo subsidiar a elaboração do Plano Diretor do município.

A Sanepar também está colaborando com a prefeitura, repassando informações sobre o aqüífero, que ocupa cerca de 78% da área de todo o município. Em função desta característica, o município sofre restrições quanto ao uso e ocupação do solo. De acordo com a geóloga Márcia Cristina Lima, da Comec – Coordenação da Região Metropolitana –, a região não deveria ter sido ocupada, porque "apresenta alta fragilidade da base física".

Essa fragilidade causa impactos ambientais sérios. Por isso, todas as edificações, antes de serem construídas, necessitam de laudo técnico e geológico. Ou seja, antes de construir em Almirante Tamandaré é preciso identificar as condições do solo, e a obra deve ter acompanhamento técnico. A falta de cuidado pode contribuir para o surgimento de buracos e dolinas na sede urbana. Dolinas são buracos que aparecem de repente, pelo afundamento do solo.

Os técnicos que falaram no workshop são unânimes em afirmar que todas as áreas de karst necessitam de cuidados especiais, porque sofrem impactos naturais e antropogênicos também chamados de impactos induzidos. Entre os impactos naturais destacam-se as dolinas registradas na região desde a década de 50, em áreas não ocupadas. O surgimento de dolinas em áreas de karst é considerado um fenômeno natural. Os impactos antropogênicos são decorrentes da ação do homem, podem ser a impermeabilização do solo, edificações e a conseqüente sobrecarga no solo, entre outras ações.

Água – Outro fator que pode acelerar o aparecimento das dolinas é a exploração de água subterrânea, por parte da Sanepar. No entanto, a empresa está estudando a possibilidade de desativar os poços em operação na área urbana e construir uma estação de tratamento de água no Rio Barigüi. Esta obra está orçada em cerca de R$ 5,5 milhões, informou o gerente-geral da Região Metropolitana de Curitiba, Antônio Carlos Gerardi.

Quando a Sanepar perfurou e colocou em operação os poços, que hoje estão na zona urbana, em 1992, a região não era densamente ocupada como é atualmente. "A cidade cresceu significativamente para aquele lado", explica Gerardi. O peso das construções em cima de um solo frágil pode estar contribuindo para o surgimento de buracos e dolinas na região. Os poços construídos nas proximidades de Tranqueira devem ser mantidos.

Em relação ao sistema de esgoto doméstico, o gerente da Sanepar informou que a empresa pretende estender o serviço de coleta e de tratamento deste resíduo para 50% da população urbana, como proposta para renovação do contrato de concessão com a empresa.

O geólogo da Sudhersa – Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental –, Everton Luiz da Costa Souza, alertou a prefeitura sobre a necessidade de o município definir o seu Plano de Recursos Hídricos, "que deve preceder o Plano Diretor".

Os temas debatidos foram fragilidade ambiental, diretrizes de zoneamento do uso e ocupação do solo para a região do Aqüífero Karst, plano diretor de drenagem para a bacia do Rio Iguaçu, com enfoque em Almirante Tamandaré, avaliação dos impactos ambientais do aqüífero Karst e sistema de abastecimento de água e esgoto do município. Os temas foram apresentados, respectivamente, pelos representantes da Mineropar, Comec, Suderhsa, Instituto Ambiental do Paraná e Sanepar.

Fernando de Noronha: História da ilha remete ao inferno e ao paraíso



É lugar-comum chamar Fernando de Noronha de paraíso. Ironicamente, poucos hoje se lembram que esse conjunto de 21 ilhas e ilhotas foi, por 201 anos, um presídio infernal.
De acordo com a história oficial, o arquipélago foi descoberto em 1503 por Américo Vespúcio, o intrépido navegador florentino que deu nome à América.Isso ocorreu quando, integrando a segunda expedição exploradora da costa brasileira, capitaneada por Gonçalo Coelho, Vespúcio aportou no arquipélago.Mas, como nem tudo é pacífico na história dessas ilhas de exuberante vida submarina na costa brasileira, Vespúcio não deve ter sido o primeiro europeu a visitar o local.
O mapa do espanhol Juan de la Cosa, de 1502, e o atlas do português Alberto Cantino, de 1503, já delineiam perfeitamente as ilhas, dando margem a dúvidas sobre de quem seria o pioneirismo. É certo, entretanto, que, em 1504, o cristão-novo Fernan de Loronha, financiador de Gonçalo Coelho, foi designado por Portugal donatário da capitania hereditária -e jamais esteve ali.
Estratégico na travessia dos europeus rumo à América do Sul na época das navegações, o arquipélago de Fernando de Noronha também foi chamado em algumas cartas de ilha da Quaresma, de ilha dos Golfinhos e de ilha de São João. Dependia do invasor, e esse papel coube sucessivamente a holandeses, franceses e ingleses. O local voltou ao domínio português em 1737.


História recente

Entre 1938 e 1945, Fernando de Noronha foi um presídio político. O ex-governador pernambucano Miguel Arraes esteve preso ali.
Uma das conseqüências da utilização do arquipélago como colônia penal foi o desmatamento. Para evitar que os presos pudessem fabricar jangadas, foram arrancadas árvores. Mas outras "experiências" modificaram o ambiente local indelevelmente: a importação do teju, um tipo de lagarto, para eliminar as ratazanas que vinham nos navios, fez escassear ovos de aves e de tartarugas.Já as trepadeiras jitiranas, introduzidas a pretexto de alimentar o gado, multiplicaram-se mais do que o desejável.
Em 1942, quando os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Brasil concordou que os norte-americanos lá montassem uma estação para rastreamento aéreo na vila do Boldró, onde fica o hotel Esmeralda.
Fernando de Noronha passou, na prática, à condição de Território Federal, condição confirmada pela Constituição de 1945.Quando o arquipélago se livrou da sua função de presídio, o então presidente Juscelino Kubistchek lá esteve, em 1957.
Nos anos seguintes, as Três Armas passaram a administrar o arquipélago em regime de rodízio.
Em 1987, no governo de José Sarney, o jornalista Fernando César Mesquita foi nomeado governador, tendo sido o único civil a desempenhar a função. No ano seguinte, a Constituição devolveu a jurisdição ao governo do Estado de Pernambuco.

Silvio Cioffi viajou a convite da CVC.

quarta-feira, maio 25, 2005

Banco Mundial irá patrocinar novas zonas de proteção florestal


O Banco Mundial, parceiro do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), será o patrocinador de novos parques nacionais e áreas de proteção florestal em uma tentativa de deter o desmatamento nos próximos cinco anos, informou hoje o banco.
Florestas que, juntas, formam uma área do tamanho da Grécia são destruídas a cada ano, informou o Banco Mundial. Estima-se que países em desenvolvimento, como o Brasil e a Indonésia, percam US$ 15 bilhões em impostos anualmente devido à extração ilegal de madeira.
"Esse é um dinheiro que governos nos países pobres podem usar para serviços sociais e saúde. Essas práticas precisam ser detidas", afirmou Ian Johnson, vice-presidente do Banco Mundial para o desenvolvimento sustentável.
"O Banco Mundial e o WWF estão comprometidos a trabalhar com todos os envolvidos para estabelecer uma efetiva e justa regulação das práticas florestais", acrescentou.
O programa objetiva cortar as taxas de desmatamento em 10% até 2010, da área anual de 14 milhões de hectares.
A iniciativa irá ajudar na criação de novas áreas de proteção, melhorar o gerenciamento dos parques nacionais existentes e preservar as florestas atualmente desprotegidas, completou o banco.
Reuters

IV Simpósio Regional de Mata Ciliar

Nos próximos dias 8 e 9 de junho acontecerá o IV Simpósio Regional de Mata Ciliar. O evento está sendo organizado pela Unioeste – Universidade Estadual do Oeste do Paraná e ocorrerá em Marechal Cândido Rondon – PR. O objetivo do simpósio é envolver as entidades, organizações, pesquisadores e associações de produtores rurais na busca de um melhor entendimento da problemática relacionada à gestão dos recursos naturais, realizar intercâmbio de experiências e resultados alcançados em atividades educativas, de pesquisa e extensão, divulgar as experiências desenvolvidas na região oeste paranaense. Informações sobre o simpósio podem ser obtidas no site: www.unioeste.br/eventos/mataciliar2005.

Marina diz que só teve 6 meses de ação por florestas


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, teve de sair em defesa do modelo de preservação adotado para a Amazônia, ante a péssima repercussão causada pelos dados sobre o desmatamento de 26.130 quilômetros quadrados no período de agosto de 2003 a agosto de 2004.
Em entrevista coletiva a correspondentes estrangeiros, Marina disse que o modelo adotado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva ainda não pode ser julgado, pois está há apenas seis meses em execução. Ela afirmou ainda que pela primeira vez é aplicado no Brasil um plano estrutural multissetorial e de desenvolvimento sustentável, que, além do Ministério do Meio Ambiente, incorpora outras 12 pastas do gabinete de governo.
"Pela primeira vez estamos apresentando cifras transparentes, sobre as quais não há nada o que comemorar, mas que mostram uma diminuição no ritmo do desmatamento", disse.
Segundo dados da ministra, entre 2001 e 2002, o desmatamento cresceu 27%. Porém, desde então, este crescimento se mantém em 6%, ao passo que em vastas região da Amazônia se chegou a observar uma paralisação total da destruição das florestas.
Marina explicou que nos dois anos e meio que Lula está no poder foram criadas nove grandes áreas de proteção ambiental, nas quais o plantio é proibido. Ainda segundo ela, tais reservas fazem divisa com as novas fronteiras agrícolas, o que supõe um freio ao desflorestamento.
A ministra admitiu as críticas dos movimentos sociais, que na semana passada levaram o Partido Verde a abandonar a coalizão com o PT no governo. No entanto, ela destacou que quando o balanço ainda não é favorável, também não é hora de fazer julgamentos definitivos.
"A expectativa é que os resultados positivos comecem a aparecer ainda este ano", declarou Marina, que não descartou uma revisão dos planos se o desmatamento continuar avançando.
A ministra disse que nos últimos dois anos e meio foram contratados pelo governo 600 novos fiscais ambientais, que permitiram o aumento do número de operações destinadas ao combate das quadrilhas de tráfico de madeira que operam na Amazônia.
Segundo dados oficiais, desde 2003 foram apreendidos 185.000 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente.
Fonte: Estadão

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Aventura limitada


RUY


Esportes de aventura são a melhor maneira de entrar em contato com a natureza e preservar a saúde, certo? Nem sempre. Praticantes de diferentes modalidades já passaram por experiências desagradáveis e até perigosas por descuido ou extrema confiança nas suas habilidades. Na terra, na água ou no ar é sempre necessário estar com o melhor domínio possível da situação e ser sensato na hora de avaliar os riscos que você vai correr. Voar de parapente parece uma atividade tranqüila mas Ruy Marra (foto), duas vezes campeão brasileiro de vôo livre, se lembra do sufoco que passou no campeonato mundial que participou na Suíça em 1993. Uma empresa austríaca ofereceu a Ruy um novo protótipo, ou seja, um novo parapente, um dia antes do início da competição. Ele ficou animado com a possibilidade de estrear um equipamento inédito mesmo tendo apenas 24 horas para se adaptar. Não deu certo. Ruy teve dificuldade para fazer curvas com o novo parapente, que é uma manobra essencial para pegar carona nas correntes de ar ascendentes e ganhar altitude. Depois de dois dias tentando dominar o protótipo, o esportista teve que abrir o pára-quedas reserva e dar adeus a chance de ser o campeão daquele ano."Graças à minha ambição desenfreada, não respeitei nenhuma norma de segurança e terminei fora da competição", reconhece ele. Mesmo sem o sonhado título, Ruy disse que teve sorte. Em 24 anos de vôo livre, já presenciou a morte de mais de 20 profissionais em plena atividade. No mergulho, o excesso de confiança também pode custar a vida. Heron César, instrutor profissional, morreu há oito anos enquanto praticava apnéia, mergulho sem equipamento no qual o praticante utiliza apenas o ar do pulmão. Ele estava com um grupo num barco se preparando para mais um passeio ao fundo do mar no litoral norte de Pernambuco. Enquanto seus alunos aprontavam o material para a descida, Heron decidiu praticar apnéia sozinho.Como demorava muito para subir, outro instrutor resolveu ir procurá-lo. Encontrou o corpo já sem vida. Heron usava um cinto com pesos de chumbo, o chamado cinto de lastro, muito utilizado para ajudar a manter o corpo submerso. O aparato pode ter dificultado sua subida. Ana Emília Alencar era uma das alunas no barco. "Foi imprudência mesmo, acho que ele confiou demais nos seus pulmões, tanto que quando o corpo foi achado ele não estava preso a nada", lembra. Em casos como esse, o mergulhador desmaia antes de chegar à superfície e seu corpo é puxado para o fundo pelo lastro. Apesar de Heron dominar a técnica, alguns erros podem ser apontados na sua ação. Segundo Vinícius Ribeiro, instrutor de mergulho no Rio de Janeiro, o mergulho deve ser sempre praticado em duplas. "O companheiro pode ajudar o outro em qualquer eventualidade, inclusive apagamento". Outro possível problema apontado por Vinícius é o peso do cinto. Ele disse que no nordeste do Brasil não é necessário usar mais que dois quilos de lastro. Peso maior que este pode ter contribuído para a permanência de Heron na água.



ANA

Outra história que quase termina mal por uma avaliação errada foi vivenciada por Ana Araujo (foto), colunista de O Eco. Ela se arriscou ao decidir emendar duas escaladas, totalizando 36 horas sem dormir. Depois de ter escalado a face sul do Pão de Açúcar, Ana recebeu um convite "irrecusável" para subir o Dedo de Deus, em Teresópolis. Para fugir do sol, a empreitada seria feita de madrugada. "Eu aceitei porque sempre fui louca para fazer esta escalada". Foi para casa, arrumou o equipamento e às duas da manhã já estava na trilha.Por estar muito cansada e pelo fato de não ter muita experiência na época, Ana fez muito mais esforço do que o necessário. Cochilou várias vezes nas paradas durante a subida e chegou ao ponto de pensar ter atingido o limite máximo de seu corpo. Todo o cansaço, porém, foi vencido quando ela avistou o cume. "Essa vitória me deu ânimo para terminar a viagem. Foi uma seqüência de descidas em rapel, cabos de aço e muita trilha", conta.Apesar de ter saído ilesa, a montanhista reconhece suas falhas. Colocou sua vida e de seus companheiros em perigo porque não conhecia a trilha e subestimou o grau de dificuldade da pedra. "Fiz tudo na empolgação. Hoje prezo muito uma boa alimentação, o descanso e o planejamento, acima de tudo", ensina.Pablo Fernandes foi outro que comprometeu sua diversão por falta de planejamento. Em 2000, ele e um grupo de amigos decidiram fazer sua primeira grande trilha na Ilha Grande, no estado do Rio de Janeiro. Compraram comida, arrumaram o equipamento e se mandaram para Angra dos Reis. Esqueceram apenas de planejar o caminho que percorreriam. Não sabiam onde pegar água, onde podiam acampar e quanto tempo levariam para completar o percurso da Praia de Palma a Aventureiro. Segundo Pablo, se não fosse pelas dicas que receberam de outras pessoas que estavam fazendo a mesma trilha, eles teriam se perdido no meio do mato, tomado água contaminada e passado a noite sem lugar para montar a barraca. Hoje, ele se arrepende de não ter planejado melhor a viagem. "O ideal seria que a gente tivesse chegado uns dias antes e conversado com o pessoal local para saber o que fazer", reconhece.
Site O Eco - Reportagens

terça-feira, maio 24, 2005

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A ‘voz’ do meio ambiente



O cenário? Nada de grandes teatros, cadeiras confortáveis e ar condicionado. O público? O engraxate, a dona de casa, o gerente do banco, o médico e o advogado. Ele caminha pela rua, de repente pára, abre a mochila e começa a se preparar. Minutos depois as pessoas já estão ao seu redor e ele ensina meio ambiente para o grande público. E começa o espetáculo. O outro cenário, que incentiva o trabalho ambiental em forma de arte, é o da discussão sobre as bases da preservação do meio ambiente para garantir a sustentabilidade. A questão ambiental é uma questão sócio-cultural. É o que pensa o mímico Everton Ferre, artista que se preocupa em fazer da arte um instrumento para educação. Ele dedica seu tempo à educação ambiental há 20 anos. O paranaense de Curitiba hoje vive na cidade de Medianeira, região com 40 mil habitantes no interior do estado, e viaja o Brasil e o mundo fazendo mímica ambiental para um público diversificado. Como ele mesmo diz: “desde que esteja respirando é público”. Durante algum tempo Everton sentia que seu público alvo eram crianças, mas acabou se encantando com cada faixa etária e social que encontrava. Em uma conversa de aproximadamente duas horas, o mímico mostrou ser também um artista falante, otimista e que acredita num futuro melhor. Everton estudou mímica por dois anos em Lima, no Peru, e sempre se apresentou fora dos teatros. Mas foi no oeste do Paraná que surgiu a idéia da mímica direcionada para a educação ambiental. A luta contra a reabertura da Estrada do Colono, que liga os municípios de Serranópolis do Iguaçu e Capanema, cortando o Parque Nacional do Iguaçu no oeste do Paraná, foi o ponto de partida para o trabalho. Por ser uma região de intensos conflitos entre os produtores rurais e ambientalistas, a arte teve um papel fundamental na conscientização da população local. “Esse é um trabalho em longo prazo. Tenho percebido que as crianças que me assistiram quando eram pequenas, e hoje já cresceram, estão mais decididas. Meu trabalho está dando resultados positivos. Lá também mostro o uso indevido de defensivos agrícolas, a importância de equipamentos de segurança, a influência da irrigação em uma lavoura próxima de um rio. Mostro a importância da mata ciliar e da coleta seletiva.”




Em áreas urbanas, nas grandes cidades, Everton estabelece um elo entre o meio ambiente e a questão social. A agricultura orgânica é um dos temas do mímico. “Nós da cidade temos o poder de compra, de consumo e a gente pode limitar a depredação lá no campo mesmo não estando lá. Trabalho no incentivo ao uso do alimento orgânico para as pessoas olharem as embalagens e optarem pelo saudável e ambientalmente correto”.
Durante boa parte de 2004, Everton trabalhou nas ruas de Curitiba. Também fez apresentações em hospitais, escolas, associações e igrejas. De março a novembro, atingiu um público de mais de 100 mil pessoas. Você deve estar pensando: como ele sobrevive? Apoios ou leis de incentivo à cultura? Não. “Muitas pessoas perdem muito tempo na fila para pedir dinheiro para órgãos oficiais e acabam esquecendo que são artistas, operários. Eles passam a acreditar que o único mecanismo para chegar ao público é ter alguém subsidiando. Quem sabe o valor do trabalho, paga por ele. Todo trabalho tem um custo.” Ele faz questão de dizer que o público da rua é sua fonte de renda. “Tudo o que como, bebo, visto e que gasto para me deslocar, passa pelo meu chapéu há 21 anos.” Ele utiliza a arte como instrumento de educação. “O artista é peça fundamental na educação deste país. No meu trabalho, as pessoas simpatizam com a forma estética da arte, ficam num estado de contemplação e a informação vai direto para o coração. Isso não tem quem tire. É fácil colocar, mas para tirar é difícil”.
site www.ecoterrabrasil.com.br

segunda-feira, maio 23, 2005

9ª Etapa UTP x PUC - Resultado? Todos vivos...

OLÁ PESSOAL, NO SÁBADO PASSADO GRAVAMOS A 9ª ETAPA CONTRA A PUC!
A BAND CAPRICHOU NAS PROVAS, TIVEMOS QUE CORRER, PEDALAR, REMAR MUITO, TER MUITA INFORMAÇÃO SOBRE A REGIÃO E AINDA REALIZAR VÁRIAS CONTAS MATEMÁTICAS NA REALIZAÇÃO DE UMA DAS PROVAS. AGORA ESTAMOS PRECISANDO DA AJUDA DE VOCÊS: VOTOS, MUITOS VOTOS POR CELULAR!!!
CONTAMOS COM A AJUDA DE VOCÊS DURANTE ESSA SEMANA, POR ISSO VOTEM: MENSAGEM DE TEXTO PARA O Nº 8003, COM A SIGLA UTP!
CONTINUEM ACOMPANHANDO O BLOG E CONFIRAM AS FOTOS NOS PRÓXIMOS DIAS.
UM ABRAÇO...

quarta-feira, maio 18, 2005

Exercícios com Responsabilidade

O Band Pé no Rio é um programa que além de educação, promove e incentiva a prática de atividades físicas, por isso, nos próximos dias faremos postagens sobre a importância da prática de esportes para uma melhor qualidade de vida. Confira a primeira:


Horário:
Segundo o cardiologista Salvador Guerra, não existe um horário ideal para a pratica de atividades físicas. Mais importante do que o horário do exercício é a temperatura do ambiente onde será praticado. Ambientes muito quentes são desaconselháveis.
Tipos de exercícios:
Não só para quem trabalha oito ou mais horas diariamente, mas para qualquer pessoa, o ideal é que o exercício seja sempre leve e moderado, como aeróbico (caminhada, ciclismo, bicicleta). A musculação (exercícios de flexibilidade) também é recomendada.
Aquecimento:
Os exercícios sejam iniciados devagar e precedidos de aquecimento e alongamento da musculatura, até chegar ao nível moderado. No final, deve ser feito um desaquecimento (se a pessoa estiver na bicicleta, por exemplo, deve diminuir a velocidade, progressivamente, nos dez minutos finais).
Benefícios:
Além de favorecer a parte psicológica, os exercícios eliminam o sedentarismo, um dos fatores de risco de doenças, cardiovasculares, junto com outros, como obesidade, colesterol alto, hipertensão e tabagismo. Esses últimos são responsáveis por 30% a 35% dos problemas cardíacos, mas que 60% se devem ao sedentarismo.
Avaliação:
Pessoas com menos de 35 anos que não tenham fator de risco ou histórico familiar de cardiopatias estão liberadas para a prática de exercícios físicos. Acima dessa idade, segundo Guerra, obrigatoriamente, devem passar por uma avaliação médica e um teste ergométrico.

Brasil quer "continuidade" do Protocolo de Kyoto


As discussões sobre o que fazer após a expiração do Protocolo de Kyoto receberam uma intervenção do Brasil nesta terça-feira, durante a conferência da ONU sobre as mudanças climáticas que acontece em Bonn, na Alemanha.
Representantes de mais de 150 países reunidos na Alemanha discutem o que fazer quando o protocolo, que prevê a contenção das emissões de gases poluentes para conter o aquecimento global, expirar em 2012.
A delegação do Brasil foi categórica: "Não defendemos um pós-Kyoto, mas sim um pós-2012 que daria continuidade ao protocolo, com mais ênfase na ajuda aos países em desenvolvimento na criação de fontes de energia mais limpas", disse o chefe da comissão brasileira na conferência, André Corrêia do Lago.
Segundo Corrêia do Lago, alguns países vêm defendendo em Bonn um "pós-Kyoto", um protocolo diferente para controlar as mudanças climáticas. Mas, para o Brasil, isso representaria um retrocesso.
"Kyoto demorou tanto para sair do papel (apenas este ano) e é um bom mecanismo. Começar do zero em 2012, apesar de atender ao interesse de alguns países, não interessa ao Brasil", afirmou o chefe da delegação brasileira.
Ele não quis comentar que países são esses, mas deu a entender que lobbies são fortes neste tipo de negociação, já que a contenção da queima de combustíveis fósseis como o petróleo vai contra "interesses de muita gente importante".
Apesar das divergências relacionadas às políticas de controle do clima, o representante brasileiro afirma que o clima desta conferência, que acontece em Bonn até o dia 27, está melhor do que o das anteriores sobre o tema.
"Não há mais a pressão por Kyoto, nem as críticas ferrenhas aos americanos (que não aderiram ao protocolo). Os próprios Estados Unidos, que participam do encontro, vêm dando contribuições interessantes, especialmente no ramo tecnológico", disse.
Segundo Lago, dentro de alguns anos poderá-se ver, por exemplo, novas formas de "purificação" do petróleo e do carvão, para que eles não prejudiquem tanto o clima.

Mecanismo
Em relação ao Brasil, o país defende, além da manutenção de Kyoto, maiores investimentos no chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), incluído no protocolo a pedido do Brasil.
O mecanismo é um instrumento de incentivo financeiro para o abatimento da emissão e seqüestro de gases estufa (principalmente CO2).
Ao investirem em tecnologia limpa nos países em desenvolvimento, os ricos abatem as suas emissões de C02 previstas no protocolo.
"O Brasil já vem se beneficiando do MDL, com um investimento estrangeiro na construção de aterros sanitários em Nova Iguaçu (RJ). Podemos nos beneficiar mais. Mas como o MDL está vinculado a Kyoto, precisamos de um segundo cumprimento do acordo", explicou Corrêia do Lago.
BBC Brasil

77% dos municípios do Rio de Janeiro sofrem com poluição da água



O Estado do Rio de Janeiro é o mais afetado pela poluição da água. O problema atinge 77% dos municípios do Rio, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre o meio ambiente nos municípios brasileiros.

Em todo o país, a poluição da água atinge 38% dos municípios, principalmente os mais populosos. Os 2.121 municípios que sofrem com o problema apresentaram poluição freqüente nas águas dos rios, lagos, enseadas, represas, açudes, baías, nascentes e águas subterrâneas.

A análise por região mostra que o Sul (45%) e o Sudeste (43%) são os mais afetados. Na avaliação por Estados, o Rio de Janeiro é seguido de Amapá (69%), Espírito Santo (60%), Pernambuco (56%) e Santa Catarina (55%). Na contramão, Piauí (7%), Tocantins (12%), Acre (18%), Amazonas (19%) e Mato Grosso (25%) apresentaram os menores percentuais de poluição da água.

Na avaliação de 521 municípios, o despejo de resíduos industriais, óleos ou graxas, inclusive o derramamento de petróleo, foi o principal causador da poluição na água. Segundo o IBGE, o resultado do Espírito Santo e do Rio de Janeiro foi afetado em grande parte pela exploração de petróleo.

Folha Online.

terça-feira, maio 17, 2005

Austrália pressiona o Japão contra caça a baleias



O primeiro-ministro australiano, John Howard, declarou hoje que a Austrália pressionará o Japão para que mude seu plano de retomar a caça às baleias, embora não enfrentará a Tóquio para proibir a entrada de seus navios em águas da Antártida.
O primeiro-ministro australiano explicou, por meio da rádio local 2GB, que seu governo se opõe aos planos japoneses, ao lado de Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zelândia.

"Acho que todo o mundo estaria de acordo que a primeira coisa que temos que tentar fazer é efetuar uma mudança na atitude do Japão por vias diplomáticas", destacou o governante australiano.

No entanto, Howard reconheceu que a Austrália está limitada porque o Japão e outros países não reconhecem a autoridade australiana sobre a Antártida.

O Japão pretende pedir à assembléia anual da Comissão Baleeira Internacional, que será realizada na Coréia do Sul no final de maio, que prorrogue seu programa científico que lhe permite capturar baleias sempre que apresentar seus resultados anualmente ao comitê científico da CBI.

O governo do Japão assinou a moratória sobre a caça de baleias em 1986, mas no ano seguinte começou seu programa científico pelo qual captura anualmente com fins de pesquisa pelo menos 400 baleias "minke" (acutorostrata de balaenoptera).

Em 2000, Tóquio expandiu unilateralmente suas capturas de cachalote (macrocephalus physetter) e a baleia de Bryde ou tropical (edeni baslaenoptera) no Oceano Pacífico setentrional.


EFE

Prefeitos americanos prometem cumprir Kyoto


Mais de 130 prefeitos de várias cidades dos EUA reunidos em Seattle (no estado de Washington) anunciaram nesta segunda-feira que irão cumprir o Protocolo de Kyoto para reduzir as emissões de gases que produzem o efeito estufa.
O prefeito de Seattle, Greg Nickels, iniciou em fevereiro uma campanha a favor deste tratado e à qual aderiram outros 135 prefeitos, entre eles o de Nova York, Michael Bloomberg, e o de Los Angeles, James Hahn. Os prefeitos, que governam no total 30 milhões de americanos, prometeram cumprir ou até melhorar as metas de Kyoto com algumas medidas básicas, como convencer os navios a desligar seus motores quando estiverem ancorados nos portos e promover campanhas de informação pública.
"Vimos os efeitos potenciais (do aquecimento global) com os furacões da Flórida e o recorde de chuvas na Califórnia. Isto são sinais do que pode acontecer", disse Nickels, do Partido Democrata.
Os Estados Unidos, que com 20,6% das emissões de gases estufa são o país mais poluidor do mundo, abandonou em 2001 a negociação do tratado por considerar que aplicá-lo em seu território lhe traria prejuízos econômicos e desemprego.
Agência Efe

Moscas podem ser indicadores de preservação ambiental



Presença de certas espécies servirá para avaliar o estado de conservação de ecossistemas

A composição das comunidades de moscas de um ecossistema pode ser um importante termômetro para indicar seu estado de preservação. É o que indica o estudo da pesquisadora Renata da Mata, desenvolvido durante seu mestrado no Laboratório de Biologia Evolutiva da Universidade de Brasília (UnB). Ela constatou que o grau de degradação de um dado ambiente afeta o número e o tipo de espécies ali existentes.

A Drosophila willistoni é uma possível bioindicadora do estado de preservação das matas de galeria do cerrado. (imagem: reprodução / Flybase)

A bióloga trabalhou com moscas da família dos drosofilídeos, espécies conhecidas como moscas-da-banana ou moscas-do-vinagre. Os insetos foram monitorados na Reserva Ecológica do IBGE, a 35 km de Brasília. Essas moscas foram escolhidas como possíveis bioindicadores devido ao seu tamanho (que permite fácil captura e manipulação), curto ciclo de vida (que permite o estudo de muitas gerações em pouco tempo), grande diversidade (que permite o estudo dos efeitos das alterações em várias espécies) e sensibilidade às variações das condições ambientais.

Durante 12 meses foram investigadas drosofilídeas em vários tipos de vegetação (ambientes abertos, conhecidos como savanas, e matas de galeria), em diferentes níveis de conservação. Elas foram capturadas em armadilhas simples, feitas de garrafas plásticas vazias com iscas de banana com fermento biológico em seu interior, espalhadas por 25 localidades. Depois de 48 horas, a garrafas eram fechadas e as moscas no seu interior levadas ao laboratório para serem classificadas e contadas.

Os resultados mostraram que, nas matas de galeria preservadas, apareceram espécies raras, tais como Drosophila atrata, D. paraguayensis e D. neoguaramuru e muitos espécimes de D. willistoni. A comunidade dos ambientes abertos e matas perturbadas, que provavelmente sofrem influência das espécies desses ambientes, é bem parecida. Há poucas espécies raras típicas das matas de galeria e um predomínio das espécies Zaprionus indianus, D. mercatorum e D. cardini.

Apesar de não ter estudado o motivo dessa diferente distribuição, a pesquisadora acredita que ela está ligada à sensibilidade das espécies. “As moscas de ambientes abertos são mais resistentes à baixa umidade, alta temperatura e incidência solar”, afirma. “Devem também explorar uma maior variedade de recursos à sua volta. Já as espécies restritas à mata de galeria devem ser mais sensíveis a esses fatores e explorar poucos ou apenas um recurso alimentar.”

A pesquisadora procura agora, na sua tese de doutorado, adotar um índice que exprima o grau de preservação ambiental de um ecossistema baseado nas espécies indicadoras. “Ele será importante na identificação das áreas prioritárias para serem preservadas e para detectar mudanças ambientais ainda não sinalizadas por outros organismos, como aves ou mamíferos” afirma.

Apesar de concentrar seus estudos nas vegetações do cerrado, ela não descarta a utilização desse índice em outras regiões do Brasil. “A mata atlântica, por exemplo, apesar de ter uma riqueza maior de drosofilídeos, apresenta praticamente todas as espécies encontradas nas matas de galerias”, compara.


Marcelo Garcia
Ciência Hoje On-line

segunda-feira, maio 16, 2005

Araucária será tema principal da Semana da Mata Atlântica em Campos do Jordão

A luta em defesa da principal espécie da Floresta com Araucárias deverá ter mais uma batalha vencida, com a criação de 8 Unidades de Conservação no Paraná e em Santa Catarina

A Semana da Mata Atlântica acontece neste ano entre 18 e 22 de maio, em Campos do Jordão, município paulista conhecido por sua bela paisagem pontuada de araucárias. O evento é uma parceria da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) e Governo Federal, com apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de São Paulo e Prefeitura de Campos do Jordão. O local foi escolhido porque a araucária (Araucaria angustifolia), espécie ameaçada de extinção, será o centro das discussões do encontro, que reúne representantes de ONGs dos 17 estados que possuem Mata Atlântica e antecede o dia da Mata Atlântica, comemorado em 27 de maio. A grande expectativa é que, durante o evento, a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anuncie a criação de 8 unidades de conservação na Floresta com Araucárias, nos estados do Paraná e Santa Catarina.

As medidas federais e estaduais de proteção à Floresta com Araucárias serão anunciadas durante a Sessão Solene do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que acontecerá no dia 19 de maio, das 10h30 às 13 horas, no auditório Cláudio Santoro. Além da ministra Marina Silva, estarão presentes o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Cláudio Langone; o presidente do Ibama, Marcus Barros; o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, João Paulo Ribeiro Capobianco; o secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, professor José Goldemberg; o prefeito de Campos do Jordão, João Paulo Ismael; a coordenadora geral da RMA, Miriam Prochnow; o presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton Ferreira Lino, entre outros.

"A Rede Mata Atlântica vem trabalhando há tempos com a araucária e ela ser o foco da Semana da Mata Atlântica é um coroamento do processo, principalmente no que se refere à criação das oito novas áreas de conservação propostas por iniciativas e estudos que começaram em 2002", comemora Miriam Prochnow.

Além da reunião extraordinária do Conama, que deverá instituir, ainda, o Dia da Araucária, a Semana da Mata Atlântica contará com a Reunião da Coordenação da Rede de ONGs da Mata Atlântica, Encontro da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e Ministério do Meio Ambiente, Seminário: Estratégias de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, Encontro Nacional da Rede de ONGs da Mata Atlântica, além de eventos paralelos como plantação de bosque de araucárias, visitação às trilhas do Parque Estadual de Campos do Jordão, exposições e lançamentos de publicações e oficina de pintura com o tema Floresta de Araucárias. Serão entregues, ainda, dos prêmios Murique, do Conselho da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, e Amigo da Mata Atlântica, da Rede de ONGs da Mata Atlântica.

Espécie ameaçada

A araucária, também conhecida como pinheiro-brasileiro ou pinheiro-do-paraná, é uma espécie muito antiga e endêmica da Mata Atlântica. Chegou a responder por mais de 40% das árvores existentes na Floresta Ombrófila Mista ou Floresta com Araucárias, que cobria originalmente em torno de 200 mil Km² do território brasileiro, principalmente nos estados do Sul e Sudeste, em regiões de clima subtropical. Só no Paraná, cobria 40% do território, em Santa Catarina, 30%, e no Rio Grande do Sul, 25%.
A intensa exploração da araucária, cuja madeira é muito apreciada pela leveza e perfeição e chegou a estar no topo da lista das exportações brasileiras nas décadas de 50 e 60, levou essa espécie - e por conseqüência seu ecossistema - à beira da extinção. Hoje, restam menos de 3% de sua área original, incluindo florestas exploradas e matas em regeneração. Menos de 1% guarda as características da floresta primitiva. No Paraná, restam apenas 0,8% de remanescentes em estágio avançado de recuperação. Em Santa Catarina, esse percentual é ainda mais baixo, 0,7%.
A situação extrema da araucária reforça a necessidade de proteção e recuperação da Mata Atlântica como um todo. É esse bioma que regula o fluxo dos mananciais hídricos que abastecem as cidades e principais metrópoles brasileiras, além de assegurar a fertilidade do solo, controlar o clima, proteger as encostas das serras, além de preservar um patrimônio histórico e cultural imenso em seus domínios. Sua importância não impediu que a Mata Atlântica fosse reduzida a apenas 7% de sua cobertura original, e seus remanescentes, extremamente fragmentados. Se é um dos biomas com a maior biodiversidade do Planeta, é também um dos mais ameaçados, com quase 70% das 395 espécies em perigo de extinção da lista oficial do Ibama, além de figurar entre os cinco primeiros colocados na lista dos Hotspots mundiais, áreas de grande riqueza biológica, mas com altos índices de ameaça de extinção.
Durante a Semana, além da araucária, estarão na pauta das mesas redondas, debates e reuniões temas como as estratégias de conservação e recuperação da Mata Atlântica, o que inclui a criação de UCs e corredores ecológicos, educação ambiental, criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), além de pontos importantes como a relação entre água e florestas, mapeamento, monitoramento e fiscalização desse bioma.

E NOSSOS RIOS, EM QUE ESTADO SE ENCONTRAM? PARTE 2

BACIA HIDROGÁFICA DO PARANÁ




Principais rios: Paraná, formado pelos rios Paranaíba e Grande
Área: 879.860 km2 (10% do território nacional)
Agrega: São Paulo (25%), Paraná (21%), Mato Grosso do Sul (20%), Minas Gerais (18%), Goiás (14%), Santa Catarina (1,5%) e Distrito Federal (0,5%)
População: 54.639.523 (32% da população do País)
Densidade demográfica: 62,1 hab/km2
Vazão média: 10.371 m3/s (6,4% da média do País)
Precipitação média: de 1.410 a 1.690 mm/ano
Evaporação média: 1.139 mm/ano
Demanda de água: urbana (32%), rural (4%), animal (6%), industrial (25%), irrigação (33%)
População atendida pela coleta de esgoto: 69,6%
Esgoto tratado: 24,9%
Carga orgânica doméstica lançada nos rios: 2.179 tDBO5/dia, correspondente a 34,1% do País
Principais problemas: poluição por esgoto doméstico e industrial, principalmente nas proximidades dos núcleos urbanos

É a segunda maior região hidrográfica do Brasil. Ocupa 10% do território nacional, nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal, e é habitada por 32% da população do País, sendo 90% em áreas urbanas. Mesmo incluindo São Paulo, a cidade mais populosa da América do Sul, a densidade demográfica de 62,1 hab/km2 é menor do que na Atlântico Sudeste.

A região possui a maior capacidade instalada de energia do País. São 176 usinas hidrelétricas, entre elas Itaipu, Furnas e Porto Primavera, responsáveis pelo fornecimento de quase 60% do total nacional. Mas ali também está o maior consumo de energia do Brasil: 75% do total nacional. Além da demanda de uso da água para irrigação e nas indústrias de cana-de-açúcar e álcool e para o abastecimento público, há a necessidade de manter volumes mínimos para permitir o transporte fluvial na hidrovia Tietê—Paraná, o que obriga a região a importar energia produzida em outras localidades.

Trata-se da maior área de desenvolvimento econômico do Brasil, que responde por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Mas a industrialização tem um preço: além do alto consumo, a região sofre com a contaminação de suas águas.

Os rios Tietê e Iguaçu, perto das cidades poluidoras de São Paulo e Curitiba, respectivamente, são altamente contaminados. “As águas de ambos revelam, felizmente, grande capacidade de recuperação antes de chegar à foz no Paraná”, comenta Margi.

Para o Tietê, Margi cita o exemplo de Araçatuba, a 530 quilômetros de São Paulo. O rio, o mesmo que sai de São Paulo com a água “podre”, nas palavras da aventureira, chega à cidade com águas transparentes. Além das inúmeras barragens que ultrapassa e nas quais tem a água purificada, explica ela, o rio é limpo porque a cidade, que tem pouco menos de 170 mil habitantes, faz tratamento total de seu esgoto. Margi protesta: “Se uma cidade pequena como Araçatuba consegue, por que São Paulo, que tem o maior PIB da América Latina, não faz?”. Ela mesma responde: “Tratar esgoto não ganha voto”.



Águas esverdeadas da Represa Foz do Areia


Guaíra

quinta-feira, maio 12, 2005

E NOSSOS RIOS, EM QUE ESTADO SE ENCONTRAM? Parte 1


Para verificar a saúde dos rios do País que tem um dos maiores estoques de água doce do planeta, Gerárd e Margi levaram mais de um ano. Depois de quase mil lugares visitados e 120 mil quilômetros percorridos, um alerta: a maior parte das águas do Brasil está doente. Desmatamento, garimpo, poluição por indústrias e pelo despejo de esgoto urbano e um conflito que vem se tornando padrão, o choque entre o excesso de demanda para a agricultura e para atender às grandes cidades, confirmam o fato de que os maiores males dos nossos rios são causados pelo homem.
O balanço final de o "Brasil das Águas" só deve ficar pronto em meados deste ano. Resultados parciais do estudo, no entanto, você acompanha mais de perto agora. Ao traçar o perfil de nossos rios, agrupados aqui em 12 regiões hidrográficas, contamos também com informações da Agência Nacional de Águas.
E destacamos o Tietê: o drama de um rio cuja função ficou restrita ao transporte de esgoto ganha maiores dimensões se colocado ao lado das águas límpidas de cidades como Londres, Roma e Nova York.

A função dos rios em grande parte dos aglomerados urbanos ficou reduzida ao transporte de esgotos. São rios cujas águas, escuras e mal cheirosas, se transformaram em uma substância muito diferente daquela que aprendemos na escola a descrever como insípida, inodora e incolor. O Tietê, em São Paulo, é um dos primeiros da lista desses "rios mortos". Se compararmos suas águas com as límpidas do
Tâmisa, em Londres, por exemplo, que já foi chamado de "Grande Fedor", a situação fica ainda mais dramática. Mas, por incrível que pareça, há quem encontre esperança no campeão da sujeira.

As águas do Tietê, em São Paulo

Em junho de 2003, Pirapora do Bom Jesus, a 54 km de São Paulo, ficou coberta de espuma. Ao contrário do que pode sugerir, não se tratava de um surto de limpeza. Era a sujeira, vinda do rio Tietê, que engolia a cidade. O fenômeno, contaram na época os habitantes, não era novo, mas daquela vez havia passado dos limites. Em alguns lugares, a espuma ultrapassava cinco metros de altura. Foram 30 dias de agonia. “Foi uma época de muita tristeza”, lembra o prefeito Raul Silveira Bueno Júnior. “Além da auto-estima do povo, a cidade perdeu também os turistas.”
Tendo a maior parte da renda proveniente do turismo, Pirapora atravessou uma crise. Os costumeiros 10 mil visitantes por fim de semana, vindos em romaria, foram reduzidos a dois mil. “No penúltimo fim de semana daquele mês, não veio ninguém”, conta Raul Bueno. “Isso nunca havia acontecido em toda a história da cidade”, relata.
Com 18 mil habitantes, Pirapora não possui hospitais, cinemas ou clubes e sequer tem time de futebol profissional. Mas carrega um título nada agradável. É lá, entre as margens do Tietê, perto do local onde foi encontrada há 280 anos sobre uma pedra a imagem que dá nome à cidade, que se localiza a água mais imunda do País, segundo a pesquisa do projeto "Brasil das Águas".
A água dali, na verdade, quase perde o direito de ser chamada como tal. Se transformou em uma substância muito diferente daquela que aprendemos na escola a descrever como insípida, inodora e incolor. É escura e repleta de nutrientes que formam uma cadeia viciosa: alimentam algas, que acabam com o oxigênio e deixam espaço para poucas formas de vida, como minhocas, larvas de insetos e as próprias algas.
O mal cheiro, quase insuportável, é outro sinal da podridão. “A grande quantidade de matéria orgânica e o pouco oxigênio favorecem a proliferação de bactérias que produzem sulfetos”, explica o professor Donato Seiji Abe do Instituto Internacional de Ecologia de São Carlos, em São Paulo, um dos pesquisadores do "Brasil das Águas". O sulfeto é razão do mal-cheiro que, mais do que desconforto, causa doenças na população. Segundo o prefeito Raul Bueno, 90% dos atendimentos nas unidades de saúde da cidade são por problemas causados pela poluição do Tietê.
Mas este quadro ainda é melhor do que aquele que, em 2003, assustou a cidade e o País inteiro. “Melhorou substancialmente”, diz o prefeito. “Hoje a altura da espuma não passa de 05, 10 centímetros, mas continuamos lutando porque a solução é a limpeza do Rio”, afirma.
Em seu terceiro mandato, Raul Bueno é natural de Pirapora do Bom Jesus. Na memória, ainda guarda os tempos em que, em pelo menos algumas partes, era possível pescar no Tietê. Enquanto tantas outras cidades pensam no futuro, Pirapora do Bom Jesus, pelo menos em relação à água, sonha com o passado. “Espero que nossa história sirva para conscientização, para que todos olhem o meio ambiente diferente. Todos somos culpados”, diz o prefeito.


Moradores de Bom Jesus de Pirapora convivem com a espuma que levanta do rio Tietê e que atravessa a cidade. Foto: José Luiz da Conceição/AE

Dos cerca de 600 km de extensão do Tietê, quase dois terços são poluídos. O rio nasce na Serra do Mar, em Salesópolis, de onde corre, por cerca de 100km, limpo. A quantidade de nutrientes presente na água até o local – relata Danilo – é bem baixa. “O problema é a Região Metropolitana de São Paulo”, conta o pesquisador. “Ali, os municípios tratam somente 20%, 30% do esgoto”, completa.
As obras para limpar o Tietê começaram em 1992. Treze anos e cerca de US$ 2,5 bilhões – divididos entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Companhia de Saneamento Público do Estado de São Paulo (Sabesp) - estão sendo empregados. São Paulo se prepara para entrar na 3ª etapa do projeto, mas ainda não viu muitos resultados. Segundo o Coordenador de Controle do Projeto Tietê, Marcelo Pampone, eles estão por vir. “No ano que vem, já começaremos a sentir alguns efeitos das melhorias”, explica. As cinco estações de tratamento previstas no Plano Diretor de Esgotos da Sabesp já estão prontas e está previsto para o segundo semestre de 2006 o começo do funcionamento de alguns coletores e interceptores – tubos subterrâneos com três metros e meio de diâmetro que recolherão o esgoto para despejá-lo em uma estação de tratamento e não no rio.
No entanto, a limpeza efetiva do Tietê, quando pelo menos 95% do esgoto será tratado, só deve acontecer daqui a 25 anos. Parece distante, mas não é. Para se limpar um rio, tão importante quanto a vontade política, os recursos e os produtos químicos, é a paciência.
A 400 km de São Paulo, o mesmo rio que cobriu de sujeita Pirapora, volta a abrigar águas limpas. Ao longo de seu leito, o Tietê tem vários reservatórios. Os maiores entre eles - Barra Bonita, Bariri, Ibitinga, Promissão, Nova Avanhandava e Três Irmãos - funcionam como uma espécie de lagoa de estabilização, um descanso para o rio. Ali, ele se autodepura, isto é, vai se limpando sozinho e se aproximando do que era ao nascer.
Atividades jamais imaginadas por quem mora na capital paulista se tornam possíveis naquela região. Em Nova Avanhandava - relata Danilo – a água já é azul. E na hidrelétrica de Três Irmãos - quem diria - tem até ponto de mergulho, para se ver a parte submersa da cidade de Pereira Barreto, encoberta pelo reservatório em 1990. No passeio é possível enxergar, debaixo da água, um mirante, uma ponte, um pequeno barco à vapor naufragado. Mas o que se vê é que há esperança. O Tietê ainda é um Rio bem vivo.

quarta-feira, maio 11, 2005

Requião envia ofício à Marina Silva apoiando UC´s


O governador Roberto Requião enviou nesta quarta-feira (11) um ofício para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, apoiando a proposta de criação deunidades de conservação na Floresta com Araucárias no Estado do Paraná. “O Pinheiro do Paraná é a árvore símbolo do Estado, fato que torna vital a iniciativa para evitar a extinção dessa importantíssima floresta”, salientou Requião. Na tarde de terça-feira (10), o governador e o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Luiz Eduardo Cheida, estiveram reunidos com o secretário Nacional de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco.
O secretário veio em nome de Marina Silva pedir o apoio do Governo do Estado para criação de cinco Unidades de Conservação para proteção da Araucária no Paraná.A proposta de criação das unidades de conservação foi elaborada sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama. O total de áreas protegidas no Paraná poderá chegar a quase 100 mil hectares. “O impacto sobre a produção no Paraná é mínimo. Dos 96mil hectares em áreas de proteção que serão criadas apenas seis mil hectares são formados por áreas produtivas”, afirmou o secretário. Destes 96 milhectares, 48 mil são áreas públicas.As áreas seriam no Parque Nacional dos Campos Gerais (21.749 ha), na Reserva Biológica das Araucárias (16.078 ha), na Reserva Biológica das Perobas (11.000ha), no Refúgio de Vida Silvestre do Rio Tibagi (31.698 ha) e ainda no Refúgio de Vida Silvestre dos Campos de Palmas (96.970 ha). Estudos de órgãos ambientais estaduais e federais indicam que restam no Paraná apenas 0,8% de araucárias em estágio avançado de regeneração se comparado ao que existia originalmente.
Devastação - No Paraná as florestas que compõem a Mata Atlântica originalmente ocupavam 168 mil quilômetros quadrados do território do Estado. Os campos naturais, com 30 mil quilômetros quadrados e restingas e várzeas cobriam o restante do Estado. Das formações florestais, a Floresta com Araucárias se distinguia pela singularidade da paisagem e pela grande extensão de 73 mil quilômetros quadrados. Apesar da devastação, este bioma ainda abriga uma das mais altas taxas de biodiversidade de todo o planeta: cerca de 20.000 espécies de plantas (6,7% de todas as espécies do mundo), sendo 8.000 endêmicas, e grande riqueza de vertebrados (264 espécies de mamíferos, 849 espécies de aves, 197 espécies de répteis e 340 espécies de anfíbios).

E NOSSOS RIOS, EM QUE ESTADO SE ENCONTRAM?


Nos próximos dias estaremos publicando alguns dos resultados do projeto "Brasil das Águas", que se serviu do Talha-mar, um avião anfíbio único, reformado e adaptado em 2003, para enfrentar um desafio: coletar e analisar a água doce do País. Na cabine, o casal Margi e Gerárd Moss. Nos frascos trazidos por eles no final da expedição, concluída em dezembro de 2004, 1.163 amostras do “Oiapoque ao Chuí” e o diagnóstico: precisamos cuidar melhor des nossos rios. Depois de percorrer o Amazonas, o Velho Chico da integração nacional, o Jequitinhonha, o Tocantins e o Araguaia, eles encontraram esperança - quem diria - no campeão da sujeira, o Tietê.
(Estadão - Isabela Noronha)

Tetracampeão em reciclagem !!!

O Brasil recicla 25 milhões de latas de alumínio para bebidas por dia. Essa marca fez com que o país se mantivesse, pelo quarto ano consecutivo, na liderança do ranking mundial de reciclagem de latas. Em 2004, foram recicladas 95,7% das latas usadas, 6,7 pontos percentuais acima da marca atingida em 2003.
O levantamento inclui apenas os países em que a atividade não é obrigatória por lei, como Japão e Estados Unidos. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).
Ao todo, 121 mil toneladas de latas de alumínio foram recicladas em 2004, ou cerca de 9 bilhões de latas. O reaproveitamento desse tipo de sucata tem levado o Brasil ao topo do ranking mundial desde 2001. "Esses números contemplam apenas empresas legalizadas e não pequenos negócios informais. Com isso, o índice de reciclagem de latas pode chegar a 99%", disse Elder Rondelli, da Comissão de Reciclagem da Abal, à Agência FAPESP.
A indústria do alumínio representa 3,3% do PIB industrial brasileiro. "Isso significa que a injeção de R$ 1,4 bilhão na economia em 2004, sendo R$ 450 milhões apenas na etapa de coleta. Esse volume de negócios incentiva a criação de equipamentos e de sistemas para reciclagem cada vez mais eficientes, possibilitando um desenvolvimento tecnológico mais amplo para o setor", afirma Rondelli.
Segundo os especialistas, esse resultado positivo é fruto da soma de vários aspectos, entre eles o alto valor da sucata de alumínio aliado à sua grande disponibilidade durante todo o ano. Outro ponto é que o mercado de reciclagem do alumínio já está estabelecido em todas as regiões do Brasil, com uma ampla estrutura de processamento e transporte.
Um dos fatores que mais contribuíram para o progresso da reciclagem no país foi o engajamento da classe média. Entre 2000 e 2004, cresceu de 10% para 19% a participação de condomínios e de clubes na coleta de latas usadas. "A crescente conscientização da população quanto à necessidade de reciclagem de embalagens é uma das principais causas do sucesso desse tipo de atividade", aponta Rondelli.
Fonte: Agência FAPESP / Thiago Romero

terça-feira, maio 10, 2005

Pica-pau julgado extinto é avistado nos Estados Unidos




A ave havia sido vista pela última vez há 60 anos
O pica-pau bico-de-marfim, animal que se acreditava estar extinto, foi avistado nos Estados Unidos.
Um artigo publicado na revista Science diz que "registros visuais durante 2004 e 2005 e a análise de um vídeo de abril de 2004 confirmam a existencia de pelo menos um macho”.
Frank Gill, ornitologista sênior da organização ecológica Sociedade Audubon classificou a descoberta como “um grande acontecimento”.
“É como ter encontrado Elvis.”

Desmatamento

Gill disse que não existem dúvidas sobre a veracidade da descoberta.
O pássaro teria desaparecido há 60 anos. Ele foi filmado em uma reserva no Estado de Arkansas, na mesma região onde o pica-pau havia sido visto pela última vez, em 1944.
O peculiar ruído emitido por ele também foi ouvido na região conhecida como Big Woods.
O desaparecimento da ave coincidiu com o desflorestamento de grandes áreas dos Estados do sudeste americano.

segunda-feira, maio 09, 2005

Terra absorve mais calor do que pode suportar



Dados coletados em oceanos comprovam previsões e indicam taxa de aquecimento global

São Paulo - Uma pesquisa publicada na revista Science prova o que cientistas defendem na teoria há anos: a Terra recebe mais calor do que é capaz de emitir para o espaço, em um processo que aquece o planeta e pode causar efeitos nefastos.
Os dados validam as previsões de aquecimento global, com o aumento da temperatura média em 0,6º C ainda neste século, o que provocará o derretimento das calotas de gelo e a elevação do nível dos oceanos caso medidas preventivas não sejam tomadas agora.
Segundo os pesquisadores, o vilão são mesmo os gases que provocam o efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), cujos índices presentes na atmosfera subiram por causa da ação humana.
Em equilíbrio, a Terra recebe 22 watts por metro quadrado em radiação emitida pelo Sol - e devolve para o espaço a mesma quantidade. Atualmente, essa radiação fica presa na atmosfera terrestre por causa do excesso de gases e aerossóis e cerca de 1 watt por metro quadrado é absorvida.
Robôs
Para chegar à conclusão, a equipe, liderada por James Hansen, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, fez bom uso da tecnologia: 1.800 robôs foram espalhados nos oceanos em diferentes pontos do planeta a partir de 2000.
Eles mediam a temperatura e a salinidade da água sistematicamente e transmitiam as informações coletadas via satélite, que eram então processadas dentro de um modelo climático do próprio instituto, para simular as conseqüências.
Os mares são "armazéns" dessa energia, por isso são boas medidas sobre como o equilíbrio da Terra, explica o professor Edmo Campos, do Instituto de Oceanografia da Universidade de São Paulo. "O comportamento dos oceanos serve de referência para o que acontece no planeta."
Inércia
De acordo com o estudo, o homem se equilibra hoje no fio de uma navalha. Outra descoberta dos cientistas é que a absorção desses watts extras é um sinal de que os oceanos entraram no período de inércia, o tempo que levam para responder à mudança.
"A inércia termal do gelo pode ser de milênios e, dos oceanos, de séculos", explica Campos. Somadas, porém, elas podem formar uma bola-de-neve: à medida que a temperatura sobe, o gelo derrete e há menos superfície para refletir a radiação, que é absorvida para aumentar a temperatura de forma mais rápida.
"Já não pode haver dúvidas de que os gases produzidos pelo homem são a principal causa do aquecimento que foi observado", afirma Hansen. "Este desequilíbrio energético é a prova irrefutável."

sexta-feira, maio 06, 2005

ANIMAIS AMEAÇADOS DE EXTINÇÃO - O MICO LEÃO

As quatro espécie de Mico leão ameaçados de extinção; Leontopithecus, (L. rosalia, o Mico leão dourado; L. chrysomelas, o Mico Leão de Cara Dourada; L. chrysopygus, o Mico Leão Preto; e L. caissara, o Mico Leão de Cara Preta) são endêmicos para a floresta Atlântica no Brasil.
O desmatamento, caça e comércio ilegal causaram a redução drástica da populações de Mico leões durante os últimos 50 anos. Estimativas de população atuais são aproximadamente 1000 para o Mico Leão Dourado (MLD), 6,000 a 15,500 para o Mico leãod e cara dourada (MLCD), 1000 para o Mico leão preto (MLP) e somente 400 para o Mico leão da cara preta (MLCP).
São ligeiramente menores que esquilos, os Micos são chamados "Os reis da selva" porque possuem jubas ao redor das faces o que os fazem se parecer com leões. todo os membros desta família têm garras que eles usam para cavar e procurar comidas, raizes e insetos.
MICO LEÃO DA CARA DOURADA
MICO LEÃO DOURADO

MICO LEÃO PRETO
MICO LEÃO DA CARA PRETA

quinta-feira, maio 05, 2005

População terá novas informações sobre a água que consome


A partir do mês que vem, o consumidor receberá a conta de água com informações sobre a origem e qualidade do produto que chega a sua torneira. A medida faz parte de decreto assinado nesta quarta-feira (4) pelos ministros da Saúde, Humberto Costa, da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e das Cidades, Olívio Dutra, para quem a iniciativa permitirá maior controle social sobre o serviço.
Os consumidores vão receber, em suas contas mensais, informações sobre parâmetros bacteriológicos da água, turbidez, cor aparente, cloro residual livre e flúor. Além disso, o decreto assegura que os consumidores recebam, do prestador do serviço de distribuição de água, relatório anual sobre os processos de tratamento e a descrição das condições dos mananciais.
Durante a assinatura do decreto, no Ministério da Justiça, o ministro das Cidades, Olívio Dutra, disse que "o receber essas informações, a população poderá contribuir para a preservação dos mananciais, por meio da utilização sustentável da água. Isso significa uma nova gestão social dos recursos hídricos".
O decreto, de adoção obrigatória em todo o território nacional, estabelece mecanismos e instrumentos para divulgação de informações sobre a qualidade de água para consumo humano. Também ficam obrigados a cumprir o que estabelece o decreto, os responsáveis pelos sistemas e soluções alternativas de abastecimento de água para consumo humano - como poços - e os responsáveis pela vigilância da qualidade da água.
De acordo com o ministro, o decreto faz parte de um processo de resgate dos direitos dos cidadãos: "Esse é também o espírito da política nacional de saneamento, ou seja, incentivar a participação da sociedade não só na definição das políticas, mas também no acompanhamento e na avaliação de sua implementação dos serviços públicos prestados pelas operadoras das ações de saneamento em todo o país", avalia.

Fonte: Ministério das Cidades

61% do corte feito em 2004 é ilegal

O Mato Grosso teve 1,8 milhão de hectares (ha) desmatados no ano passado, sendo que 61% do total foram abertos ilegalmente, segundo dados da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fema). A área que teve maior perda foi a de floresta, com o percentual de desmate em torno de 45%. Na seqüência está o cerrado, com 35%, e em terceiro lugar a área de transição ("cerradão"), com 21%.
Dados comparativos entre 2003 e 2004 mostram que o percentual de desmatamento continua praticamente o mesmo, o que mantém o Estado entre os maiores devastadores da Amazônia Legal. O município recordista em derrubadas é Colniza, na região Norte, divisa com o Pará, que tem uma área de 2,7 milhões de hectares e só no ano passado desmatou cerca de 70 mil hectares de floresta.
De acordo com o secretário da Fema, Moacir Pires, em uma entrevista coletiva ontem de manhã, as áreas desmatadas vêm sendo utilizadas em larga escala para a agricultura. Em princípio, planta-se arroz e feijão -para limpar as pastagens - e já no terceiro ano é possível cultivar a soja, o algodão e o milho, que são os três grandes destaques da produção do agronegócio mato-grossense.
Se por um lado as derrubadas ilegais continuam elevadas, por outro, não existe uma relação inversamente proporcional na aplicação das multas que no ano passado somaram 766, o equivalente em dinheiro a R$ 76,7 milhões. Se seguir a mesma tendência de 2003, o Estado conseguirá reaver apenas R$ 600 mil desse montante. "É que quem está irregular geralmente recorre, o que protela por anos o processo", completa Pires, que confirmou a existência de uma lista com 65 nomes dos empresários que mais desmatam. Ele preferiu não identificá-los.
Fonte: Gazeta de Cuiabá / Rose Domingues

quarta-feira, maio 04, 2005

Ecossistemas contaminados geram discussão

O navio chileno Vicuña explodiu, em novembro do ano passado, enquanto descarregava metanol no píer da empresa Catallini, no Porto de Paranaguá, o que gerou um vazamento de toneladas de óleo combustível tipo bunker e óleo diesel. Barreiras de contenção foram instaladas no local do acidente para controlar a dispersão do óleo, mas dois dias depois da explosão, a poluição já atingia áreas a 30 km do Porto de Paranaguá e contaminava a praia de Pontal do Sul, o litoral de Antonina e Guaraqueçaba, as ilhas do Mel e das Cobras, entre outras. O impacto ambiental causado à fauna e flora das regiões atingidas foi considerado grave pelo IBAMA. Até hoje, várias destas áreas não foram recuperadas, o que está gerando uma discussão entre entidades e ambientalistas incumbidos de decidir se as regiões devem ser bioremediadas (limpeza através de processos que podem envolver organismos vivos como bactérias ou químicos) ou esperar que a natureza se regenere. Segundo o relatório apresentado pelo Centro de Estudos do Mar (CEM), os ecossistemas das áreas atingidas – compostos por manguezais, marismas e costões rochosos – são frágeis, mas podem apresentar uma grande capacidade de autolimpeza e autoregeneração e sugere que as populações animais destes sistemas podem retornar rapidamente às suas densidades populacionais normais em poucos dias ou semanas. O relatório afirma também que técnicas de limpeza ou corte de plantas contaminadas são medidas extremas e a atenuação natural de sistemas impactados deve ser priorizada. Para o professor da UFPR, Eduardo Ratton, a solução para retirar o óleo remanescente destes ecossistemas é a bioremediação. “Já existem várias técnicas para a bioremediação de áreas poluídas. Alguns técnicos do IBAMA e IAP acham que isso pode degradar ainda mais os sistemas atingidos devido à movimentação de pessoas nestas áreas, mas isso não irá acontecer porque o trabalho seria feito por empresas especializadas que devem inserir químicos, bactérias ou alimentos para a proliferação de organismos que limpariam as águas poluídas”, disse. O maior problema da regeneração da natureza é o tempo. O relatório do CEM aponta que o revestimento de animais e plantas pelo óleo causa o entupimento das estruturas de respiração e alimentação destes seres. Ratton concorda que isto pode gerar o fim de uma cadeia trófica inteira. “Existem organismos que se concentram na superfície das águas contaminadas, áreas onde o óleo está presente. Com a morte destes organismos, outros, que dependem deles para viver, acabarão morrendo também”, disse. A extensão de área ainda contaminada é de aproximadamente cinco quilômetros. Ratton propõem que sejam realizadas experiências com três empresas com diferentes propostas para a bioremediação da área: Alpina, Hidroclean e Ecosorb. “Cada empresa teria uma área de 50m² para fazer testes durante três meses. Também observaríamos outra área de mesma extensão sem intervenções para comparar os progressos”, completou.

Projetos investem na recomposição do palmito Juçara

A palmeira juçara (Eutherpe edulis) é original da Mata Atlântica e na época do descobrimento do Brasil, ocorria desde o litoral até altitudes acima dos 1.000 metros. Mas atualmente só é encontrada em unidades de conservação. Para o homem, a utilidade vai além da produção de palmito para a alimentação, pois seu tronco serve para a fabricação de ripas para a construção de telhados, paredes e assoalhos das casas. Para a fauna da Mata Atlântica, os frutos da palmeira são ricos em pró-vitamina A, ferro e água, substâncias importantes na produção de energia e para regular o intestino animal na estação seca. Vários animais são encontrados em palmitais, desde antas até mutuns e papagaios.Uma das atividades desenvolvidas pela organização não-governamental (ONG) Amainan Brasil é o Projeto Juçara, realizado em parceria com a empresa Kazita, que comercializa palmitos juçara dentro dos padrões legais e de vigilância sanitária. Este projeto visa a recomposição dos estoques da palmeira juçara na Mata Atlântica através do desenvolvimento e fomento do manejo de áreas de floresta natural. “Temos duas áreas principais onde realizamos o projeto, uma é em Sete Barras, no Vale do Ribeira, e a outra é no sul da Bahia”, diz o Diretor da ONG, Paulo Sgroi.Um dos motivos para a escassez da planta em locais onde era abundante é a exploração inadequada e o lento crescimento e frutificação, que ocorre em média oito anos após o plantio. Outras palmeiras como o açaí (Eutherpe olerácea) e a pupunha (Bactris gasipaes) são usadas em tentativas de substituição da juçara na produção de palmito. Mas de acordo com Sgroi, essas substituições não são vantajosas como parecem, apesar de atrativos como o crescimento mais rápido que o da palmeira juçara e o fato de não precisarem ser replantadas. “A pupunha, por exemplo, precisa de sol para crescer o que pode exigir desmatamento de áreas florestadas para a plantação da palmeira. Tanto o açaí como a pupunha são originais da Amazônia e se plantados perto de florestas nativas podem trazer novas pragas”, disse.O plano de manejo sustentado em áreas de plantação de palmito exige o corte correto da planta para evitar a extinção. O corte clandestino é um crime ambiental que ainda ocorre. A Unidade de Conservação Floresta Estadual do Palmito, localizada em Paranaguá, litoral do Paraná, tem uma área de 530 hectares onde a espécie de palmeira juçara é predominante. “Por mais que tenhamos equipes de fiscalização na área, a situação é complicada. Moradores dos arredores da floresta sem alternativa de renda, entram na mata para coletar cipós ou palmitos, o que constitui crime ambiental. Uma pequena porcentagem dessas pessoas vive da venda do palmito ilegal, que pode gerar diversas doenças, como o botulismo - infecção alimentar causada por bactérias desenvolvidas em locais sem oxigênio, como vidros de conserva -, devido à manipulação e processamento do alimento sem respeitar normas sanitárias”, explicou o Gerente da Floresta Estadual do Palmito, Ozeas Gonçalves. Além do palmito, a polpa do fruto da juçara também pode ser explorada, o que já é feito há anos com palmeiras da Amazônia como o açaí. A polpa, além de ter maior valor econômico que o palmito, pode ser extraída e manter a palmeira viva, o que permite o uso sustentável das florestas nativas. O Projeto Juçara também esta apostando no incentivo desta atividade. A ONG Amainan também oferece sementes a um preço subsidiado, para incentivar proprietários de terras que queiram cultivar o palmito juçara de modo sustentável. O e-mail para contato é amainan@amainan.org

terça-feira, maio 03, 2005

E a 7ª etapa foi assim...UTP X UNICENP

Chegamos cedo à sede da Fazenda Invernadas, e lá começamos os preparativos para o dia que prometia provas de ciclismo, corrida, natação e muito conhecimento sobre a região.
O tempo não estava muito bom, parecia que ia chover, o “ventinho” gelado preocupava alguns por causa da prova da natação, principalmente as meninas!
A primeira coisa que fizemos foi preparar as bicicletas, acertar banco e marchas para os titulares e secundaristas.
Os titulares dessa etapa foram: Danilo, Anderson, Fabiana, mais três secundaristas: Ana Paula, Mauricio e Marlon, da Escola Profª Edithe de Campo Largo.
Começamos o preparo: acertar capacetes, últimos ajustes nas bicicletas e um alongamento básico pra ir aquecendo.

PROVA 1
TAREFAS : Ciclismo, ornitologia e corrida de orientação

Começamos com ciclismo, aproximadamente 3 quilômetros de percurso, nada muito difícil se não fosse metade de subida! Durante esse percurso nós da UTP deveríamos fazer um registro em vídeo da espécie Volatinia jacarina, um passarinho pequeno, com cerca de 12 cm e de cor preta popularmente conhecido com Tiziu. Antes da largada percebemos uma grande quantidade deles ali pertinho da gente então resolvemos esperar a largada para realizar a filmagem do “dito” passarinho. De repente eles sumiram, o tempo não estava ajudando porque estava nublado, eles sumiram durante o resto do dia.
Todos na largada saíram com muito gás, mais a primeira subida foi tirando a energia de alguns. Os secundaristas estavam sempre na frente, a Fabi na “lanterna” teve ajuda do Anderson, que empurrou a bicicleta e deu incentivo para continuar o restante da prova.
Enquanto seguimos o que restava dos 3 quilômetros, nos deparamos com uma boiada! Isso mesmo, vacas e bois no meio da estrada! Foi um susto porque parecia que eles nos atacariam, mas os bichos estavam mais assustados do que a gente e trataram de abrir caminho para os ciclistas.
A corrida terminou na Porteira do Saleiro e dali saímos juntos correndo para a identificação do local da foto colocada no site do Band Pé no Rio, onde estavam escondidos “kits” para cada equipe contendo uma bússola e a indicação de um azimute que seria seguido para a chegada no ponto de início da próxima prova na “Nascente da Cruz”.
Então tivemos um problemão, o Danilo estava com a bússola, e como estávamos num ritmo louco acabamos nos equivocando e corremos para o lado oposto do local onde se encontrava a cruz de concreto. Corremos, corremos, e corremos bastante, avistamos uma caixa d´água e pensamos que fosse a cruz, estava muito longe, então nos avisaram que teríamos que voltar. Com isso o Unicenp que estava atrás de nós ficou na vantagem e pode chegar primeiro na cruz de concreto (depois a Organização nos falou que a gente ficaria correndo até às 10 da noite se continuasse indo pra aquele lado, porque a caixa d´água estava muito distante).

PROVA 2
TAREFAS : Tiroleza, Natação e registro de planta hidrófila e pegadas

Incumbimos o Anderson para o resgate do celular na tiroleza, a tarefa foi simples, porém o local onde estava o celular era “tenso”.
Partimos para a prova da natação na confluência do Córrego Invernadas e do Córrego Boiada, agora faríamos um percurso à nado pelo “Poço das Capivaras” que na verdade não estava profundo, dava pra caminhar em algumas parte mas havia muita areia no fundo, dificultando um pouco a prova. As equipes teriam que sair da água e chegar, todos os integrantes da equipe juntos, no mesmo local (um pinheiro), aqui tivemos um bom desempenho e vencemos a prova, comemoramos com muita água e Nutri pra repor as energias.
Concluída a natação iniciamos um canyoning pelo rio Tibagi. A paisagem era maravilhosa, uma cachoeira de água limpinha e muito gelada dava início ao percurso aproximadamente 2 horas.
Esse percurso rendeu alguns tombos e arranhões, algumas pedras pareciam ter “armadilhas”, era pisar e cair!
Durante o canyoning nossa equipe ficou responsável pelo registro de pegadas de Hidrochaeris hidrochaeris, popularmente conhecida como “capivara” e que por sorte logo encontramos. Terminamos o percurso com “quilos” de areia nos calçados e começamos á nos preparar para a última prova.

PROVA 3
TAREFAS : Registro de espécies campestres, corrida e localização de ninho

Nessa prova tivemos que realizar um depoimento com apresentação de evidências da histórica exploração de diamantes na bacia do Tibagi, bem como informações geológicas do local e da atividade. Feito isso partimos para a prova de localização de ovos de Vanellus chilensis, popular “quero-quero”, em uma ampla área de pastagem (foi apenas uma simulação de ninho).
Para que fosse possível a localização dos ninhos no alto das pastagens, nos foram fornecidos azimutes e indicações de distâncias contadas com passos enviadas pelo celular e que deviam ser seguidas à risca.
O Unicenp teve problemas e se perdeu, por isso teve que voltar ao início para a contagem dos passos. Enquanto isso o Danilo e o Anderson aproveitaram para vasculhar a área, pois estavam no ponto certo dos ninhos, a Fabi e os secundaristas aguardavam o sinal deles para que começassem à correr e todos juntos alcançassem a linha de chegada.
Nessa prova tivemos sorte, o Danilo e o Anderson foram espertos e rápidos na localização dos ninhos e lá do alto fizeram sinal para a Fabi e os secundaristas que aguardavam para começar a corrida “pastagem” acima!
Não foi muita coisa, pouco mais 1 quilômetro, mas o terreno irregular e íngreme tornou a subida difícil, todos já estavam cansados nessa hora do dia, o Anderson puxava a corrida gritando e incentivando o restante da equipe, os componentes da equipe foram solidários e ajudaram a Fabi, chegamos juntos à linha de chegada, assim terminamos e fomos vencedores dessa prova.
Fechamos essa etapa com a maior pontuação do programa, 310 pontos! Valeu o esforço da equipe e o empenho dos secundaristas.

AGRADECEMOS A AJUDA DE TODOS VOCÊS QUE VOTARAM E TORCERAM PELA GENTE!!


VEJA AS FOTOS DA 7ª ETAPA NO LINK FOTOS DA EQUIPE