61% do corte feito em 2004 é ilegal
Dados comparativos entre 2003 e 2004 mostram que o percentual de desmatamento continua praticamente o mesmo, o que mantém o Estado entre os maiores devastadores da Amazônia Legal. O município recordista em derrubadas é Colniza, na região Norte, divisa com o Pará, que tem uma área de 2,7 milhões de hectares e só no ano passado desmatou cerca de 70 mil hectares de floresta.
De acordo com o secretário da Fema, Moacir Pires, em uma entrevista coletiva ontem de manhã, as áreas desmatadas vêm sendo utilizadas em larga escala para a agricultura. Em princípio, planta-se arroz e feijão -para limpar as pastagens - e já no terceiro ano é possível cultivar a soja, o algodão e o milho, que são os três grandes destaques da produção do agronegócio mato-grossense.
Se por um lado as derrubadas ilegais continuam elevadas, por outro, não existe uma relação inversamente proporcional na aplicação das multas que no ano passado somaram 766, o equivalente em dinheiro a R$ 76,7 milhões. Se seguir a mesma tendência de 2003, o Estado conseguirá reaver apenas R$ 600 mil desse montante. "É que quem está irregular geralmente recorre, o que protela por anos o processo", completa Pires, que confirmou a existência de uma lista com 65 nomes dos empresários que mais desmatam. Ele preferiu não identificá-los.



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