O peixinho Nemo, protagonista do filme de animação Procurando Nemo, da Disney, corre o risco de sumir de vez. É que sua espécie, o peixe palhaço, vive em recifes de corais que estão desaparecendo em proporções alarmantes. Doze milhões de pedaços de coral vivo e 20 milhões de peixes tropicais são vendidos por ano para decorar aquários, parte de um comércio que, segundo especialistas, devastará os 600 mil quilômetros quadrados de corais do planeta - uma área total maior do que a França - em décadas. A venda de peixes tropicais aumentou 20% nos Estados Unidos desde o sucesso de Procurando Nemo. O filme, que a Disney espera que se torne a maior venda de DVDs da história, conta as aventuras de Marlin, um peixe-palhaço com listras vermelhas e brancas que cruza o Oceano Pacífico para resgatar seu filho, Nemo, que é capturado por mergulhadores e levado para decorar um aquário em um consultório de dentista em Sydney, Austrália. De acordo com Stephane Henard, diretor do Centro de Vida Marinha Nausicaa, em Boulogne, na costa Atlântica da França, a história é uma oportunidade maravilhosa para fazer com que as pessoas amem o mar. Entretanto, alertou que o filme contém muitos erros e mostra os oceanos muito menos poluídos e perigosos do que realmente são. A poluição, a pesca comercial e o turismo danificaram 10% dos recifes de coral além do que seria recuperável e 40% estão correndo risco, disse Henard. Citando o relatório deste ano sobre o estado dos oceanos, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Henard disse que o comércio anual de peixes tropicais é um negócio de US$ 200 a 330 milhões, mas que 95% dos peixes são retirados da natureza, normalmente usando métodos que danificam os corais, como o uso de explosivos e venenos, como o cianeto de sódio, que deixa o peixe tonto, tornado mais fácil a sua captura. Segundo Henard, os peixes criados em cativeiro normalmente custam até 30% mais do que os selvagens, mas a vantagem é que são livres de parasitas e já se acostumaram à vida no aquário. Além dos peixes e corais, cerca de 10 milhões de plantas marinhas, como anêmonas, também são retiradas da natureza para, segundo o Pnuma, decorar consultórios médicos, restaurantes e residências, 85% deles nos EUA.
Fonte:Terra Notícias
1 Comments:
vlw , vc me ajufou no trbalho de ciencias
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