O pesquisador da Sanepar Cleverson Andreolli explicou a pesquisa que resultou no livro Gestão Integrada de Mananciais de Abastecimento Eutrofizados, editado por ele e Charles Carneiro. A palestra foi realizada nesta terça-feira (31), no Centro de Treinamento da empresa, e faz parte da programação da Semana do Meio Ambiente, realizada até o dia 6 de junho, em todo o Estado. O livro foi lançado no dia 24 de maio, durante o IV Seminário Internacional das Águas, em Curitiba. O trabalho é resultado de três anos de pesquisa, que tiveram como base a Bacia do Altíssimo Iguaçu, onde se localiza a Barragem do Iraí, na região metropolitana de Curitiba. Mais de 50 pesquisadores, de seis instituições diferentes, desenvolveram estudos sobre o aparecimento de algas tóxicas nas barragens de abastecimento. “Com base nos estudos, pudemos desenvolver um conjunto de ações preventivas e corretivas para reduzir os impactos ambientais na região da represa e nos limites da Área de Proteção Ambiental do Iraí”, explica a diretora de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Maria Arlete Rosa.Os estudos realizados mostraram que o processo de eutrofização, ou seja, o crescimento desordenado de algas, é causado pelo aumento da concentração de nutrientes na água. A pesquisa apontou o Rio Timbu como o principal responsável pela entrada destes nutrientes na barragem. A partir desta constatação, a Sanepar desenvolveu o Programa de Despoluição do Rio Timbu, que incluiu a recuperação, vistoria e regularização das redes de esgoto na região. Ao todo, foram implantados 8 mil metros de rede e outros 15 mil metros foram recuperados. Também foram regularizadas 40% das ligações existentes na área.Segundo Andreolli, “se as ações de recuperação ambiental na área da Barragem do Iraí não tivessem acontecido em paralelo ao desenvolvimento do projeto de pesquisa, provavelmente teríamos floração de algas permanente, e não haveria mais chances de recuperarmos a barragem”. O pesquisador também explicou que o trabalho de recuperação e preservação ambiental que está sendo feito no Iraí deve ser estendido para todas as outras barragens de abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana. “Esse fenômeno é cada vez mais freqüente nas barragens de abastecimento e pode causar diversos problemas ambientais e sanitários”, explica Andreolli.
Mata ciliar – Outra ação implementada na área da barragem foi o plantio de 7 mil mudas de árvores nativas e o transplante de outras 12 mil da área onde será construída a Barragem de Piraquara II. No projeto, foi incluída, também, a instalação de viveiros para a produção de novas mudas na Colônia Penal Agrícola, na Sanepar, na Universidade Federal do Paraná, além da ampliação do viveiro da Embrapa.
Agencia Estadual de Notícias
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